Sob a chuva, esperando que um ônibus chegasse , meus pensamentos foram a mil...
Eu tenho medo.
Tenho medo do começar de novo, que os traumas acordem e que eu faça tudo errado novamente.
Imagens do passado, feridas fechadas foram cutucadas, sem sangrar, isso é verdade, mas deu medo.
Não posso fugir de mim e dos meus sentimentos, eu corro e o inevitável acontece. A perseguição solitária desnecessária sempre vencerá, pois eles estão assim , cravados no meu ser.
Fujo!
Confesso! Confesso que quero me proteger.
Acostumei-me em ser ímpar no mundo em que as pessoas correm desesperadamente a procura do outro. Erroneamente digo olhando no espelho que me basto, fingindo ser feliz com o pouco que eu tenho.
Crio fantasias e castelos para fazer com que a realidade seja inatingível , e que o faz-de-conta perdure no meu dia-a-dia.
Até quando???? Não sei...
Enquanto a certeza não nascer , meus escudos estão aqui, protegendo-me de toda confusão que posso criar.
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